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O grão de ouro brasileiro

No Brasil, a soja começou a ser vista como um grão de interesse comercial no final da década de 1960: seu cultivo surgiu como alternativa “de verão” ao cultivo do trigo, ao passo que a demanda de seu farelo para produção de ração também cresceu muito nessa época, devido aos esforços para aumento da produção brasileira de aves e suínos.

O Brasil possui uma grande vantagem em relação aos outros países: a entressafra dos Estados Unidos, período em que os preços atingem cotações mais altas, ocorre ao mesmo tempo em que o escoamento da safra brasileira de soja.

Dessa forma, na década de 1970, iniciaram-se os investimentos em pesquisas científi cas no Brasil, as quais criaram excelentes tecnologias para adaptação do grão ao clima tropical brasileiro. Essa grande conquista permitiu então, que no fi nal da década de 1980/início da década de 1990, a produção brasileira de soja fosse notada pelo mercado mundial.

Atualmente, o Brasil é o segundo maior produtor de soja do mundo, fi cando atrás apenas dos Estados Unidos. A produção nacional de soja conta com o estado do Mato Grosso, o qual é o maior produtor nacional do grão, seguido dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.

Em 2018, o Brasil se consolidou como o maior exportador de soja do mundo, tendo participação de 56% das exportações globais do grão.

  1. Exportação de soja em grão (Agrostat): 83,6 milhões de toneladas – U$ 33,2 bilhões (2018)
  2. Exportação de farelo (Agrostat): 16,9 milhões de toneladas – U$ 6,7 bilhões (2018)
  3. Exportação de óleo (Agrostat): 1,4 milhões de toneladas – U$ 1,0 bilhão (2018)
  4. Total exportado (Agrostat): U$ 40,9 bilhões (2018)

O início de 2019 foi marcado por excelentes números para a exportação de soja brasileira: somente nos dois primeiros meses do ano, o Brasil já havia exportado mais de 8,7 milhões de toneladas, contando com grão, farelo e óleo. Atualmente o Brasil tem 75% de toda sua produção de soja comprada pela China, a qual suspendeu as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos, incluindo a soja, aumentando sua participação nas vendas do Brasil.

BENEFICIAMENTO

Um grão completo

A soja é um grão muito conhecido por ser utilizada na alimentação humana, e com o passar dos anos, se tornou também referência de alimento saudável. Entretanto, a soja é um grão completo: seu benefi ciamento gera produtos fi nais muito importantes para a economia mundial e nacional, principalmente dentro do agronegócio e na produção bioenergética.

Full fat (farelo integral) – O full fat (farelo gordo), também conhecido como soja integral ou soja extrusa, é o farelo da soja que contém maior quantidade de gordura em sua composição, sendo assim, utilizado para ração de animais que precisam de uma alimentação com maior teor calórico. É o farelo da soja que passa somente pelo processo de extrusão: o processo produtivo que resulta nos farelos full fat não contém a extração do óleo da soja, justamente para o óleo permanecer no farelo, dando assim, a característica energética do produto.

Farelo magro (torta) – O farelo magro (torta) é o farelo da soja que, após passar pelo processo de extrusão, passa também pelo processo de extração do óleo – a prensagem. Possui alto teor de proteínas, e não possui o óleo da soja em sua composição. Também é utilizado para a fabricação de ração animal.

Óleo – O óleo de soja bruto é resultado da prensagem a frio do farelo full fat. Além de ter sua utilização voltada para a produção de ração, o óleo de soja possui grande importância para a produção bioenergética do Brasil: através dele, é possível a fabricação do biodiesel. O aumento da destinação do óleo de soja para a produção do combustível foi de 243% em dez anos no país.

Em 2018, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), foram produzidos 5,35 bilhões de litros de biodiesel no país, sendo um número recorde em comparação aos outros anos. A tendência é o aumento da produção de biodiesel, e o óleo de soja se torna vantajoso para esse fi m: rende cerca de 500 litros por hectare e agrega valor ao combustível.

Os processos produtivos Beneficiamento da soja pela Scottech

EQUIPAMENTOS RELACIONADOS

A extrusora Scottech possui baixo consumo elétrico e fácil manuseio,

Equipamento que realiza o transporte da soja extrusada para a prensa extratora.

A prensa Scottech pode ser utilizada para extração de diversos óleos vegetais.

EQUIPAMENTOS ADICIONAIS

Retiradas de impurezas dos grãos da soja através de peneiras vibratoras, com fluxo de ar e placas magnéticas.

Silo metálico para alimentação controlada por processo de extrusão.

Equipamento para filtração de diferentes matérias-primas, realiza a separação entre líquidos e sólidos

Equipamento desenvolvido para filtração de óleos vegetais, através de bombeamento por diafragmas e acionado por ar comprimido.

Equipamento que realiza o resfriamento da soja.

Moinho centrífugo de martelos é dotado de um rotor com martelos móveis e uma caixa de moagem

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